Pessoal,
As chuvas que assolaram a região serrana do Rio de janeiro como aconteceu com Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, não afetaram o Sana.
O trajeto de carro pela BR 101 e seguindo pela entrada para Nova Friburgo por Casimiro de Abreu esta tranquilho. A parte bloqueada da estrada esta mais acima em Lumiar. A parte de terra depois do Portal do Sana também sem alteração, podem vir sem problemas.
Qualquer novidade, volta a divulgar.
Abraços.
Aqui você encontra tudo que rola no Sana. Shows, preço de casas, pousadas, caping e muitas dicas legais. Atualizações diárias.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Como surgiu a sociedade alternativa no Sana
“Viva a Sociedade Alternativa”
Em 1970, influenciados pelo movimento “Hippie” que se espalhou pelo mundo, e que atendia aos apelos da população jovem estudantil brasileira, principalmente após o Golpe de Estado de 1964, que agravou a situação das liberdades individuais, influência que chegou à Macaé através dos festivais de música ocorridos na cidade entre 1965 e 1968, surge no distrito uma sociedade alternativa, conforme relato a seguir:
“É formada uma sociedade alternativa, composta de hippies e naturalistas (na época, apelidados em Macaé de ‘cabeludos’), que se estabelecem em Sana, no vale do Peito de Pombo, próximo ao pico de mesmo nome, onde erguem suas tendas, depois substituídas por casas. São atraídos pela natureza exuberante, a excelência dos recursos naturais, as ervas medicinais (então em moda) e, principalmente, pelo isolamento da sociedade de consumo. Produziam o que consumiam e fabricavam suas roupas e adereços, bem como remédios. A proximidade de uma antiga fazenda de café do século XIX, dirigida por José de Souza Breves, fornecia o apoio logístico à comunidade, que faltava eventualmente.” (Diagnóstico Sana, 2000)
O esvaziamento do movimento Hippie em todo o mundo e o fracasso das sociedades alternativas atinge o Sana e muitos membros do movimento acabam se tornando comerciantes e produtores. Os turistas que visitam Casimiro de Abreu passam a esticar sua permanência no Sana, proporcionando uma infra-estrutura local de lojas de artesanato e pequenas pousadas. A produção fica por conta de pequenas criações de gado leiteiro e de corte, e plantações de feijão e banana. A luz elétrica chega em 1985, e em 1990, a antiga Telerj instala dois orelhões: um na estrada, na subida da serra, outro na Praça Matriz de São Sebastião. Em 1987, as prefeituras de Macaé e Casimiro de Abreu, em parceria constroem a “Ponte da Amizade”, que possibilita o acesso de carro ao Sana.
Sana Hoje
Hoje, o distrito do Sana tem a melhor infra-estrutura da região para o turismo. Possui um grande número de pequenas pousadas e restaurantes, além de áreas de campings com capacidade para receber um bom número de visitantes, e conta também com uma associação comercial, a ACAETS. Além disto, toda a área do distrito é uma APA, criada pelo município e bastante avançada no seu processo de gestão, contando inclusive com um Conselho Gestor em pleno funcionamento, e uma sociedade organizada bastante ativa. Apesar disto, o turismo ainda não explora todo o seu potencial e o meio ambiente é afetado de maneira preocupante.
Em 1970, influenciados pelo movimento “Hippie” que se espalhou pelo mundo, e que atendia aos apelos da população jovem estudantil brasileira, principalmente após o Golpe de Estado de 1964, que agravou a situação das liberdades individuais, influência que chegou à Macaé através dos festivais de música ocorridos na cidade entre 1965 e 1968, surge no distrito uma sociedade alternativa, conforme relato a seguir:
“É formada uma sociedade alternativa, composta de hippies e naturalistas (na época, apelidados em Macaé de ‘cabeludos’), que se estabelecem em Sana, no vale do Peito de Pombo, próximo ao pico de mesmo nome, onde erguem suas tendas, depois substituídas por casas. São atraídos pela natureza exuberante, a excelência dos recursos naturais, as ervas medicinais (então em moda) e, principalmente, pelo isolamento da sociedade de consumo. Produziam o que consumiam e fabricavam suas roupas e adereços, bem como remédios. A proximidade de uma antiga fazenda de café do século XIX, dirigida por José de Souza Breves, fornecia o apoio logístico à comunidade, que faltava eventualmente.” (Diagnóstico Sana, 2000)
O esvaziamento do movimento Hippie em todo o mundo e o fracasso das sociedades alternativas atinge o Sana e muitos membros do movimento acabam se tornando comerciantes e produtores. Os turistas que visitam Casimiro de Abreu passam a esticar sua permanência no Sana, proporcionando uma infra-estrutura local de lojas de artesanato e pequenas pousadas. A produção fica por conta de pequenas criações de gado leiteiro e de corte, e plantações de feijão e banana. A luz elétrica chega em 1985, e em 1990, a antiga Telerj instala dois orelhões: um na estrada, na subida da serra, outro na Praça Matriz de São Sebastião. Em 1987, as prefeituras de Macaé e Casimiro de Abreu, em parceria constroem a “Ponte da Amizade”, que possibilita o acesso de carro ao Sana.
Sana Hoje
Hoje, o distrito do Sana tem a melhor infra-estrutura da região para o turismo. Possui um grande número de pequenas pousadas e restaurantes, além de áreas de campings com capacidade para receber um bom número de visitantes, e conta também com uma associação comercial, a ACAETS. Além disto, toda a área do distrito é uma APA, criada pelo município e bastante avançada no seu processo de gestão, contando inclusive com um Conselho Gestor em pleno funcionamento, e uma sociedade organizada bastante ativa. Apesar disto, o turismo ainda não explora todo o seu potencial e o meio ambiente é afetado de maneira preocupante.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Historia do Sana.
Foto: Peito do Pombo; um dos pontos turísticos do vale.
O Distrito do Sana aparece em documentos oficiais desde 1813, por ocasião da elevação de Macaé à vila, por carta do Príncipe D. João, em que o mesmo constava como nono distrito. Foi confirmado na República por força da Lei Estadual nº. 554, de 31 de outubro de 1902, por iniciativa de um grupo de cidadãos mais esclarecidos. A partir daí, o distrito passa a ter direito à um vereador para a Câmara Municipal, a um oficial do registro civil, a uma subdelegacia de polícia, a uma agência de correios, e uma série de outros melhoramentos. Já a origem do seu nome é permeado de lendas, das quais a mais célebre nós a conhecemos pelo relato de Osmar Sardemberg, ilustre jornalista nascido no distrito.
“Um dia, no ano de 1824, talvez, um europeu desses dos da colônia do Morro Queimado desceu, com outros poucos, as serras de Nova Friburgo em busca das terras do café, e veio instalar-se junto à um riacho de águas muito claras e leves que musicavam as selvas na voz de suas cascatas. Embevecido, sentindo a delícia da água e a beleza do ambiente, resolveu prestar uma homenagem àquelas recordações com o sentimento que levou o poeta a dizer: ‘Saudade é uma ponte mágica / entre o passado e o presente, / por onde tudo que passa / volta a passar novamente’. E consigo mesmo: ‘Este será o meu Sena, o Sena do Brasil, longe da civilização e do mundo, correndo a meus pés, saciando a minha sede, banhando o meu corpo cansado, ajudando no objetivo que aqui me tem: produzir café’. Por cauda da sua pronúncia francesa, o rio, a região e, mais tarde o Distrito, passaram a se chamar Sana.”
O Ciclo do Café
O café era plantado em Sana por pequenos proprietários rurais, já que o terreno alcantilado não permitiam extensas plantações, nem o seu isolamento permitia grandes lavouras. Entretanto, nada disso impediu que o café se tornasse o grande produto da região, trazendo muita prosperidade ao local. Toda a produção do Sana até então era escoada por tropas de burro até Indaiaçu, e dali para Barra de São João, de onde embarcava para o Rio de Janeiro. A inauguração, mesmo a título precário, do canal Campos – Macaé faz decair o porto de Barra de São João, aumentando ainda mais o isolamento de Sana, que perde seu escoadouro natural. Como alternativa o distrito, em 1926, passa a ter duas opções: em lombo de burro até Cachoeiros de Macaé, onde inauguram a Ponte do Baião; e através de Glicério, onde construíram uma ponte sobre o Rio São Pedro, por ocasião da inauguração da usina hidrelétrica. Durante este período, o Distrito do Sana vive o apogeu do café, mas não escapa de seu declínio, a partir de 1929, com a quebra da Bolsa de Nova York, provocando seu esvaziamento. O café então é varrido dos morros de Sana, causando depressão econômica e desemprego.
Com o fechamento da usina hidrelétrica de Glicério em função da inauguração da usina de Macabu, e o crescimento de Casimiro de Abreu, a partir do asfaltamento da BR 101, a população definitivamente, começa a deixar o pequeno e isolado distrito rural pela emergente cidade, provocando sua completa paralisação.
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